Chama-se “pseudo-profissionais” a todas as pessoas que afirmam que são profissionais, mas na realidade não o são. Atualmente na Internet assistimos à sua proliferação e parece que já não há quem hesite em reclamar para si o estatuto de “profissional” mesmo que não o mereça…
Eu costumo dizer que a Internet tem destas coisas, ela oferece um certo anonimato e permite aos “chico-espertos” disfarçarem um pouco quem são e enganarem os mais crédulos. E está mais do que provado que quando o “pseudo-profissionalismo” se alia ao “chico-espertismo” então está tudo estragado!
O que se passa hoje em dia na Internet e que por vezes me irrita, são pessoas que reclamam estatutos que não são seus, são os “pseudo-webmasters”, os “pseudo-webdesigners”, os “pseudo-programadores” e por aí fora. Ou seja, à partida parece que todos possuem capacidade e “skills” para realizarem um trabalho de qualidade, mas depois quando são colocados à prova percebe-se claramente que afinal “pseudo” é a palavra que melhor os descreve.
Vamos por partes, ninguém se pode auto-intitular de profissional do que quer que seja sem cumprir os seguintes requisitos mínimos:
- 1º- Formação na área;
- 2º- Experiência nessa área;
- 3º- Trabalho feito e alguma reputação.
Sem cumprirmos pelo menos este requisitos mínimos que mencionei, não vale a pena andarmos a brincar aos profissionais, pois apenas prejudicamos a nossa imagem e insistimos em viver num mundo de ilusões.
Nos dias que correm existem muitos indivíduos a oferecer serviços, a criar as tais pseudo-empresas, mesmo sem qualquer experiência e até sem o mínimo de formação. “Epá” tudo bem, eu sei que existem autodidatas e que a formação convencional pode não ser um requisito obrigatório, mas sem experiência ou provas sérias de que se tem mesmo capacidade, não se pode andar por aí a trautear todo feliz: “Eu sou um profissional!”
O mercado é prejudicado sempre que alguém oferece os seus serviços numa determinada área e eles são medíocres. Um “gajo” até pode dizer que: “só compra quem quer” mas infelizmente as coisas não funcionam sempre assim e existem pessoas que procuram profissionais e não conhecem bem o mercado.
Primeiro peço que não reclamem títulos que não são seus, não tentem divulgar a ideia de que são profissionais em determinada área quando são meros curiosos ou amadores. Depois fica aqui o meu alerta: “Não requisitem os serviços de qualquer um, sejam exigentes, caso sejam novatos nestas coisas da Internet procurem o auxilio de alguém com mais experiência!”
Já aqui me pronunciei acerca dos aproveitadores que procuram explorar os mais inocentes. Quem visita o meu blogue sabe que eu sou a favor da transparência e honestidade e como tal não podia deixar de me pronunciar acerca desta proliferação de pessoas que se aproveitam do anonimato que Internet proporciona, para se fazerem passar por profissionais e ganharem dinheiro “à pala” disso.




Boas
Tens por aqui muitos artigos de grande qualidade, subscrevo grande parte das tuas observações e considerações.
Muito fixes os artigos.
Obrigado Nuno, utilizo o blogue para partilhar algumas das minhas opiniões e pelo caminho espero que elas sejam úteis para outros também.
Cumprimentos
Eu concordo com você em alguns pontos, mas discordo nos tais “requisitos mínimos” para alguém se considerar um profissional. O mais importante você não citou: conhecimento.
Quer dizer que quem não é formado, não tem reputação no mercado de trabalho e está entrando no seu primeiro emprego mesmo tendo amplos conhecimentos na área não pode se considerar um profissional? Discordo.
Existe tanta gente formada por aí, os tais “profissionais” com diplomas na mão e anos de experiência, mas que não são tão qualificados quanto jovens que estão terminando sua faculdade e entrando no seu primeiro emprego.
O conhecimento está implícito, se você tem formação numa determinada área tem conhecimento, se por acaso não tem formação mas experiência, também possui conhecimento valioso.