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Desmistificando os Agregadores De Links

Muito se tem falado ultimamente de agregadores de links, primeiro devido à sua capacidade para gerarem muito tráfego e segundo porque estão a surgir cada vez mais novos players neste mercado. Algumas pessoas questionam a qualidade do tráfego gerado por estes websites, outras não sabem se vale a pena perder tempo a submeter conteúdos neles e ainda existem muitos webmasters que não estão devidamente informados.

Esta desmistificação dos agregadores de links tem como principal objectivo auxiliar os webmasters que ainda têm algumas reservas relativamente às suas reais potencialidades. Todas as conclusões apresentadas são suportadas por um estudo realizado durante os últimos meses, sendo que este artigo é um resumo dos aspectos mais importantes abordados nesse mesmo estudo.

1º- Aposte Nos Melhores

Ultimamente têm surgido novos agregadores de links no mercado, mas a realidade é que poucos são aqueles que podemos considerar de qualidade. No meu estudo eu testei um grande número de projectos e apesar do objectivo deste artigo não ser o de revelar quais são os melhores, eu deixo-lhe dois excelentes projectos no qual você deve submeter os seus conteúdos, são eles o Ocioso e o Uêba.

Sem querer desprestigiar os outros, recomendo estes dois porque são de facto bons projectos, bem organizados, com autoridade no mercado e que promovem frequentemente conteúdos interessantes para o leitor comum. Encare-os mais como uma referência, como se tivessem prioridade na sua própria lista.

2º- Não Espere Maior Rentabilização Com Visitas De Agregadores De Links

Nunca submeta artigos nos agregadores de links com esperanças de ganhar mais dinheiro, porque muito dificilmente isso irá acontecer. Os utilizadores que frequentam este tipo de websites estão mais do que habituados a blocos publicitários e ignoram-nos completamente. Obviamente a maior parte do tráfego não é de qualidade, pelo que alguns poderão ver as visitas subir mas a rentabilização a baixar.

3º- A Percentagem Média de Tráfego de Qualidade

Este ponto é possivelmente um dos mais importantes, senão o mais importante de todos. Para compreendermos o tráfego gerado pelos agregadores de links, temos que saber qual é a quantidade de tráfego de efectiva qualidade que eles são capazes de gerar. De acordo com os inúmeros testes que realizei ao longo dos tempos, com websites diferentes e conteúdos distintos, cheguei a uma conclusão que pode surpreender alguns leitores:

“A percentagem média de tráfego de qualidade gerada pelos agregadores é sempre a mesma, independentemente do agregador utilizado”

Outro aspecto interessante é que essa percentagem de tráfego de qualidade é extremamente baixa:

Tráfego De Agregadores De Links (Gráfico 1)

O Gráfico 1 representa a chamada “situação perfeita“, no qual temos um link publicado num agregador que captou a atenção dos visitantes e canalizou algum tráfego para o nosso website. Do total do tráfego gerado (100%) apenas 10% é de qualidade e apesar de os números parecerem desanimadores, esta é uma marca excelente! A realidade é que a maior parte das vezes você não vai atingir este número. Vamos olhar agora para uma situação mais habitual:

 

 

 

Tráfego De Agregadores De Links (Gráfico 2)

 

No Gráfico 2 temos a visão mais realista e basicamente o que acontece na maior parte das vezes que temos um link aceite num destes agregadores. No gráfico coloquei o tráfego de qualidade nos 3%, na realidade ele costuma oscilar entre os 3% e os 5%, o que significa que de TODO o tráfego recebido graças a um link, apenas 3% a 5% desse mesmo tráfego é que é efectivamente interessante e tal como já disse anteriormente, isto funciona para qualquer agregador. 

  • Uma Conclusão Importante: Devemos dar prioridade aos agregadores capazes de gerar mais tráfego de forma a que a fatia de “tráfego de qualidade” seja o maior possível.

Como pode constatar, se a percentagem de tráfego de qualidade recebida é praticamente sempre a mesma independentemente do número de visitas, faz todo o sentido dar prioridade aos agregadores que são capazes de gerar o maior número de tráfego total, porque obviamente 10% de 5000 visitas é muito mais do que 10% de 1000 visitas. É por isso que no primeiro ponto deste artigo eu realço o facto de se dever dar prioridade aos melhores.

4º- Nem Todos Os Conteúdos Resultam Em Agregadores De Links

Um dos grandes problemas apontados aos agregadores de links, é que nem todos os conteúdos resultam por lá. Determinado tipo de artigos nunca são aceites por não serem considerados relevantes para os visitantes. Os nichos muito específicos não funcionam muito bem em agregadores de links, por outro lado tudo o que é mais generalista costuma ter sucesso, especialmente o entretenimento.

Uma boa dica é visitar estes mesmos agregadores para verificar que tipo de conteúdos geralmente ganham mais destaque e quais aqueles que são relegados para segundo plano.

5º- Uma Oportunidade De Divulgação

Você não vai ganhar muito dinheiro com visitas de agregadores de links, o tráfego de qualidade será reduzido, no entanto há um aspecto muito positivo neste tipo de websites, eles são uma excelente oportunidade de divulgação. Quando um link para um dos artigos do seu website é publicado num agregador, é garantido que algumas pessoas vão gostar do conteúdo; podem partilhá-lo com os amigos via Facebook ou Twitter e podem até republicar o seu artigo colocando um link para o seu website.

Aproveite a oportunidade para criar algum “buzz” à volta de um determinado artigo, consequentemente todas as acções descritas no parágrafo anterior vão contribuir para que o nome do seu projecto se espalhe na web, o que a longo prazo pode ser muito bom.

Resumindo:

  • 1º- Dê prioridade aos grandes agregadores de links no mercado, eles conseguem gerar um grande volume de tráfego e são relativamente bem organizados;
  • 2º- Não espere ganhar dinheiro com as visitas dos agregadores de links, não é para isso que eles servem;
  • 3º- A percentagem de tráfego de qualidade do total de visitas recebidas de um agregador de links é geralmente muito baixa, contudo ela é igual em todos os agregadores. É por isso que reafirmo que se deve dar prioridade aos grandes players do mercado, porque 10% de 5000 visitas é muito mais do que 10% de 1000 visitas;
  • 4º- Existem conteúdos que não resultam em agregadores de links e que muitas vezes não são aceites;
  • 5º- Links de entretenimento costumam ser os mais populares nos agregadores de links;
  • 6º- Submeta apenas os seus melhores conteúdos;
  • 7º- Aproveite os agregadores de links para ir divulgando o seu website, eles podem ser uma grande ajuda.

Finalmente:

Os agregadores de links não são como os agregadores de notícias, se por um lado eles conseguem gerar uma grande quantidade de tráfego num curto espaço de tempo, pelo outro a maior parte desse tráfego não tem qualidade. Apesar disso, eles são uma ferramenta de divulgação potente e que podem ser extremamente eficazes.

Eles não são de todo uma fórmula de sucesso, aliás a submissão de artigos em alguns agregadores mais “insignificantes” é mesmo uma completa perda de tempo. De qualquer forma ficam neste artigo alguns dados e dicas para quem queria conhecer um pouco melhor as vantagens destes websites ou até mesmo para quem planeia lançar algo semelhante no mercado.

Até à próxima.

 

 

 

Apture 2.0: Chegou A Barra Mágica

Já dediquei um artigo a uma fantástica aplicação chamada Apture que hoje vocês podem ver em acção aqui no meu próprio blogue. Agora ele volta a merecer destaque devido ao seu mais recente update que apresentou uma barra mágica.

Não tenho dúvidas que hoje o Apture é a funcionalidade ideal para quem pretende inserir “media” num projecto. Se o seu objetivo é “prender” os seus leitores ao website e simultaneamente oferecer-lhes conteúdo relevante, então o Apture é indispensável. Recentemente foi lançada a versão 2.0 cuja principal novidade foi a introdução de uma barra de partilha.

As barras estão na moda e hoje em dia é muito comum encontrarmos projectos que recorrem a elas, o problema é que a maior parte não costuma ser muito relevante e por vezes têm elementos a mais e aumentam o ruído visual num website. Como tal o principal objectivo de um webmaster que deseja ter uma barra, é o de tentar encontrar a melhor forma de a integrar no website sem que se seja demasiado incómoda e mais algo natural que faz parte do website.

Mas isto dá algum trabalho, até mesmo a introdução de uma simples barra deve ser algo bem pensado. Eu sei que muitos webmasters andam “apertados” de tempo e por vezes não se podem dedicar a determinados aspectos dos seus projectos da melhor forma, é por isso que decidi dedicar um artigo à nova versão do Apture, porque acredito que esta é uma forma fácil e eficaz de se inserir uma barra num website.

Primeiro não se esqueçam que nem todos os websites necessitam de uma barra. A decisão da aplicação de uma barra irá depender de vários aspectos, aqui ficam alguns exemplos:

  • 1º- Quantidade de conteúdo e frequência de actualização do mesmo;
  • 2º- Número de leitores assíduos de um determinado website;
  • 3º- Relevância da interacção com as redes sociais.

Basicamente a barra deve existir quando estamos perante um website que necessita muito dela. Num local visitado por um grande número de pessoas que sentem a necessidade de partilhar o que encontram com rapidez e facilidade, a barra pode ser uma ajuda valiosa. Mas é uma decisão que não deve ser tomada de ânimo leve, até porque pode ter um efeito negativo.

Portanto vamos partir do pressuposto que você já tomou a sua decisão, o que eu vou fazer é apresentar um pouco as principais novidades da versão 2.0 do Apture e explicar porque vale a pena.

1º- Inserir Vários Tipos De Media

Neste ponto devem ler o meu primeiro artigo sobre Apture que basicamente fala sobre todas as grandes vantagens desta aplicação com alguns exemplos pelo meio. Esta continua a ser a grande vantagem do Apture, os vídeos, as imagens, os artigos, tudo pode ser literalmente colocado à distância de um clique sem que o leitor seja obrigado a sair das nossas páginas.

2º- Chegou A Barra

Barra Apture

A grande novidade da versão 2.0 é naturalmente a adição de uma barra de partilha. Os seus pontos fortes são a simplicidade, o bom aspecto, a possibilidade de integração do nosso logótipo, possibilidade de escolha da cor e o facto de podermos controlar quando aparece a barra (esta última opção encontra-se temporariamente indisponível). Por definição esta barra só aparece quando se faz scroll e se ultrapassa um determinado ponto do website. Inicialmente quando se faz uma pesquisa na barra da Apture ela vai buscar resultados à Google, como sempre os links para vídeos no Youtube, artigos na Wikipédia – ou de outros websites com as quais a Apture tem acordos – vão abrir numa janela própria integrada no website, permitindo desta forma que o leitor não necessite sair da nossa página.

Para apresentar resultados do nosso projecto quando se faz uma pesquisa, simplesmente necessitamos de o adicionar via “Media Hub” e eles começam a aparecer.

3º- Nova Funcionalidade De Pesquisa

Nova Funcionalidade De Pesquisa

A outra grande novidade na versão 2.0 é uma nova funcionalidade de pesquisa que irá facilitar em muito a vida a um leitor quando ele não compreende determinado termo utilizado ou pretende investigar mais sobre aquela temática. É muito simples, quando você seleccionar uma parte de texto, aparece uma pequena caixa com o texto “Search” onde você pode clicar e pesquisar directamente na web essa palavra. Quando o faz, o campo de pesquisa da barra é accionado e aparecem os resultados. Tudo é feito de uma forma muito simples e rápida.

O Apture pode ser aplicado em qualquer tipo de website, para WordPress existe um plugin disponível para download que torna tudo ainda mais fácil. Mas atenção, não corra já e instale o plugin em todos os seus projectos, como eu disse em cima, esta funcionalidade só deve ser utilizada apenas naqueles que precisam mesmo dela.

Eficácia Comunicativa Em Websites

Não nos deixemos iludir, um website é acima de tudo uma ferramenta de comunicação, através deles nós interagimos com os nossos visitantes, transmitimos mensagens e tentamos que eles sejam muito mais do que simples websites. A eficácia comunicativa é claramente um dos aspectos mais importantes a ter em conta num projecto online, pois só quando comunicamos com eficácia é que estamos efectivamente a fazer um bom trabalho.

Você pode ter os maiores defeitos do mundo, o que eu tenho a certeza é que você não é um idiota e tem perfeita consciência que de facto um website é uma potente ferramenta de comunicação. Esta é de resto uma das primeiras lições que se aprende assim que se entra neste Universo online. Mas como eu já repeti muitas vezes por aqui:

“Reconhecer a existência de algo é relativamente fácil, o mais complicado é compreendê-lo”

Atingir a “eficácia comunicativa” não é tão fácil como pode parecer, como muitos já devem ter aprendido nas escolas ou nos seus cursos, o ato de comunicar muitas vezes não é bem sucedido e um pouco por todo o mundo, gestores de projectos, departamentos de comunicação e agências de publicidade tentam descobrir qual a melhor forma de transmitir uma determinada mensagem.

Nos websites acontece precisamente o mesmo, cabe ao webmaster tentar descobrir como determinado website pode comunicar de forma mais eficaz. Eu já disse várias vezes por aqui que num excelente website, nada é feito ao acaso, tudo é pensado e por vezes testado exaustivamente e mesmo assim nada garante que o resultado final será satisfatório. Eu diria mesmo que uma grande percentagem dos websites espalhados pela web não comunica de uma forma eficaz e deixa portanto passar ao lado uma excelente oportunidade para reforçar a sua imagem.

1º- O Design Comunica

Num artigo anterior eu disse que um bom design confere credibilidade a um projeto, pois tal como em tudo na vida a primeira impressão é importante e não há dúvidas que uma boa imagem ajuda. O que eu ainda não tinha dito é que o design também comunica e pode ser utilizado para transmitir mensagens. Um determinado sistema de cores; um logótipo; um menu; a cor de um link; o tipo de letra ou a organização dos elementos podem todos ser trabalhados de forma a que signifiquem algo, de forma a que transmitam ao visitante/leitor uma mensagem e que sela seja automaticamente assimilada quase sem que ele dê por isso.

Nem todas as imagens valem mil palavras, mas o que é certo é que a maior parte delas valem seguramente umas centenas e é por isso que o design é tão importante e deve ser planeado ao pormenor em qualquer website.

“Faça o design falar por si”

Como já percebeu a eficácia comunicativa começa no design e tudo o que você fizer com ele transmite uma mensagem, seja ela boa ou má. Vamos olhar para um exemplo e colocar “frente a frente” dois websites para tentarmos perceber qual dos dois é mais eficaz do ponto de vista da eficácia comunicativa:

De um lado temos o SAPO e do outro o AEIOU, experimente visitar e observar os dois portais. Existe uma diferença gritante entre eles, com o SAPO reger-se claramente pela máxima do “less is more“, tornando tudo simples, directo e acessível, enquanto o AEIOU quase confunde o utilizador com a quantidade de informação que coloca à sua disposição. Vamos tirar algumas lições:

  • 1º- Um design moderno, mais clean, com menos elementos e organizado comunica muito melhor;
  • 2º- Demasiados elementos podem confundir o utilizador e prejudicar a transmissão da mensagem.

O que nós queremos do nosso website é que ele transmita as mensagens mais importantes, da forma correta e o mais rápido possível. O primeiro passo para se conseguir isso começa precisamente no design. Aconselho-o a ler também o artigo :”Less Is More: Livre-se Dos Excessos” onde aprofundo mais esta questão e dou alguns exemplos e dicas importantes.

2º- Regresse Às Bases

Um webmaster deve ser acima de tudo um pensador, ele não necessita de ser o maior designer ou programador do mundo, o que é essencial é que ele seja sempre um estratega, um estudioso de todas as esferas comunicativas e que não tenha receio de regressar às bases para arranjar soluções para os seus problemas.

O acto de comunicação é relativamente fácil de perceber, para tal basta regressar às bases:

Receptor<———Mensagem<———Emissor

Numa abordagem mais simplista temos o emissor a mensagem e o receptor, mas não nos podemos esquecer que existe um canal de propagação da mensagem, a forma como transmitimos essa mesma mensagem e temos também que contar com as interferências. Como já vimos, o caso da AEIOU é um bom exemplo de um canal de propagação da mensagem que sofre interferências que afectam a interpretação e compreensão dessa mesma mensagem. Quando isto acontece, nada nos garante que o visitante está a receber a mensagem, ou mesmo no caso de ele a receber, existem grandes probabilidades de não a ter percebido.

Entramos agora num ponto muito importante, porque na realidade interessa-nos não só transmitir a mensagem, como também que ela seja bem interpretada e compreendida pelo visitante. Aí sim, temos eficácia no acto de comunicação!

A preparação é a chave, você tem que que preparar o seu website para que ele seja uma ferramenta eficaz de comunicação; deve certificar-se que ele consegue transmitir uma mensagem com rapidez e clareza; deve montar a transmissão da mensagem de forma a que ela resista a interferências e continue a ser transmitida com eficácia.

3º- O Tamanho E Formato Da Mensagem

O terceiro ponto é muito delicado, porque naturalmente ele varia de projecto para projecto, assim sendo é difícil apresentar uma fórmula do sucesso, porque ela pode resultar para o website X e fracassar no Y. O que posso fazer é tentar ajudá-lo com algumas dicas importantes que posteriormente podem ser uma ajuda na construção da sua própria estratégia.

  • 3.1º- Mensagens curtas são mais eficazes do que as longas

Esta é uma regra base, o que não significa que não existem excepções, mas geralmente o curto resulta melhor porque leva menos tempo a descodificar como é óbvio.

  • 3.2º- Estímulos Visuais Para Transmitir Mensagens

Nós respondemos a estímulos visuais e existem técnicas próprias de design e cores específicas que ajudam a transmitir melhor uma mensagem. Naturalmente que um website mais dinâmico nunca poderá ter cores como o castanho escuro ou o cinzento, porque logo por aí não estará a transmitir a mensagem e a “vibe” correta.

  • 3.3º- Inteligência E Complexidade Podem Resultar

O utilizador de Internet está a evoluir a cada dia que passa e vai ficando mais esperto, mais sensível ao meio que o rodeia e aos elementos de um website. E claro, não nos podemos esquecer que o ser humano gosta de se achar inteligente e por vezes aprecia um desafio. É por aí que podemos “atacar“, ou seja, existem determinados tipos de públicos que recebem com mais facilidade mensagens complexas  do que as simples. Um bom exemplo são algumas campanhas publicitárias que andam por aí em formato de banner, que fazem uma questão ao utilizador e quase o obrigam a pensar e que têm tido um enorme sucesso.

  • 3.4º- A Organização É Importante

Uma das formas de garantirmos que o nosso website está a transmitir uma mensagem da forma correta é através da organização. Quando um utilizador visita um website organizado ele imediatamente sente-se bem e mais importante fica receptivo às mensagens. Volte alguns parágrafos acima e veja o exemplo do SAPO e AEIOU. I rest my case.

  • 3.5º- Less Is More

Leiam o meu artigo sobre esta temática e passem à frente este ponto.

4º- A Importância De Boas Funcionalidades

Tudo o que você faz num website transmite uma mensagem, desde o logótipo, passando pelas cores, até o posicionamento da publicidade e também, as funcionalidades. Um dos aspetos a ter em conta na eficácia comunicativa são as funcionalidades que colocamos à disposição dos visitantes, elas podem por um lado melhorar essa mesma eficácia ou interferir negativamente no ato de comunicação.

As funcionalidades são importantes porque basicamente o visitante recorre a elas para interagir com o website. Caso sejam “boas funcionalidades” a interacção será boa e consequentemente o visitante estará ainda mais receptivo a receber e assimilar mensagens. Caso elas sejam más, a mensagem pode não ser transmitida com a eficácia desejada.

Alguns websites cometem o erro de inserir demasiadas funcionalidades, outros colocam poucas mas que nunca são utilizadas. Esta é uma questão complicada e particularmente difícil de analisar. Na maior parte das vezes requer muitos testes para se descobrir quais são as funcionalidades ideais e aquelas que devem ser removidas.

A melhor dica que posso dar, é que planeie muito bem o seu projecto, porque isso irá facilitar em muito a tomada de decisão. Como sempre o objectivo é fazer com que as funcionalidades sejam um complemento que contribua para a eficácia comunicativa, aqui ficam algumas dicas:

  • 4.1- Não encha o website com demasiadas funcionalidades elas podem torná-lo lento e adicionar ruído ao canal de propagação da mensagem;
  • 4.3 – O que não é usado deve ser descartado. Se existem funcionalidades que não são usadas então você deve acabar com elas, até porque só estão lá a ocupar espaço;
  • 4.2 – Funcionalidades simples e fáceis de utilizar são o truque, isto irá depender do seu público alvo, mas regra geral é importante que até o mais leigo utilizador consiga perceber como as utilizar.

Aproveite e estude também alguns conceitos sobre usabilidade e acessibilidade pois ele são uma ajuda preciosa no que diz respeito a funcionalidades.

Resumindo:

  • 1º- O primeiro passo para melhorar a eficácia comunicativa passa por reconhecer que ela existe e tentar compreender como funciona;
  • 2º- Uma grande percentagem dos websites espalhados pela web não comunica de uma forma eficaz e deixa portanto passar ao lado uma excelente oportunidade para reforçar a sua imagem;
  • 3º- O design também comunica e pode ser utilizado para transmitir mensagens (“Faça o design falar por si”);
  • 3.1º- Um design moderno, mais clean, com menos elementos e organizado comunica muito melhor;
  • 3.2º- O que nós queremos do nosso website é que ele transmita as mensagens mais importantes, da forma correta e o mais rápido possível;
  • 4º- Interessa-nos não só transmitir a mensagem, como também que ela seja bem interpretada e compreendida pelo visitante. Aí sim, temos eficácia no ato de comunicação;
  • 5º- A preparação é a chave;
  • 6º- Mensagens curtas são mais eficazes do que as longas;
  • 7º- Uma mensagem complexa e inteligente também pode funcionar muito bem;
  • 8º- Uma boa organização combate interferências no canal de propagação da mensagem;
  • 9º- Um dos aspectos a ter em conta na eficácia comunicativa são as funcionalidades que colocamos à disposição dos visitantes, elas podem por um lado melhorar essa mesma eficácia ou interferir negativamente no ato de comunicação.
  • 10º- Estude o seu projecto e descubra qual a melhor estratégia.

Finalmente:

No principio do artigo eu escrevi que a maior parte dos websites na Internet não comunica de uma forma eficaz e isto é algo que você deve levar muito a sério. Um website que comunica com eficácia ganha vantagem perante a concorrência, ele promove-se automaticamente a cada visita que recebe porque consegue transmitir as suas mensagens com sucesso a um grande número de visitantes.

Less Is More: Livre-se Dos Excessos

Less Is More

Já todos ouvimos a célebre expressão “less is more” e os gestores de projetos online devem conhecê-la melhor do que ninguém. A sua lógica inegável defende que o excesso é prejudicial e que tudo está relacionado com um equilíbrio organizacional que se traduz em simplicidade. Mas equilibrar a balança não é uma tarefa fácil, implica um constante trabalho de reavaliação e um conhecimento profundo das necessidades do leitor.

A melhor forma de fazer evoluir um projecto, é através de constantes reavaliações. Neste mundo online não existe o website perfeito e se procurarmos bem existe sempre algo que podemos melhorar. É neste processo que inevitavelmente vamos “dar de caras” com uma das tarefas mais importantes para qualquer gestor de projectos online, a de retirar os excessos.

A brilhante expressão “less is more” para a maior parte de nós não é uma novidade, a frase do século XVIII retirada de um poema do dramaturgo inglês Robert Browning, reflete na perfeição a importância da simplicidade e como por vezes menos é literalmente mais. Quando criamos um projeto, quando montamos um website existem diversos elementos que queremos inserir no mesmo, o problema é que nós temos uma tendência natural para exagerar e este pode ser um erro fatal.

Tal como em todas as minhas outras abordagens, vou dividir também esta em diversos pontos que considero fundamentais e podem auxiliar qualquer webmaster nesta tarefa muito importante que é a remoção eficaz de excessos. Por favor tenha também em consideração que para cada website existe um conjunto de processos e metodologias específicas, que irão depender de muitos factores, entre eles a temática, o target e por aí fora. Ou seja, esta abordagem irá focar aspectos importantes e dela você poderá retirar informação para posteriormente realizar o seu trabalho.

1º- Estética E Organização

Este primeiro ponto é mais introdutório e com ele eu pretendo dar relevância a dois aspectos extremamente importantes e que não podem ser ignorados. Não hajam dúvidas que hoje em dia com os recursos e ferramentas à nossa disposição, não existem razões que justifiquem um website esteticamente péssimo. Para WordPress por exemplo, existem themes grátis ou até pagas que já estão devidamente preparadas,  que são criadas tendo em conta a simplicidade e a funcionalidade, que são apelativas ao olhar sem serem demasiado exuberantes. Portanto se por acaso tem em mente um projecto em WordPress, não se esqueça disto.

O outro aspecto importantíssimo é a organização, ou seja, “arrumar” tudo no seu devido lugar. Uma organização correcta, tendo em conta aspectos como a usabilidade ou acessibilidade, é como se costuma dizer “meio caminho andado” e facilita também trabalhos futuros. Porquê que a organização é tão importante? A resposta é simples, porque quanto mais organizado esteja o website, menor será a sensação de excesso:

Deixe-me explicar-lhe esta última frase com um exemplo:

- Quando viajo durante uma semana para fora do país, preparo um conjunto de roupas e arrumo-os na mala. Infelizmente eu não tenho muito jeito para organizar a roupa na mala e no final parece que estou a levar roupa a mais e não consigo fechar a maldita mala. O que costumo fazer é recorrer à minha tia que é uma perita nestas coisas. Surpreendentemente quando é ela a fazer o trabalho, eu não só consigo fechar a mala, como podia levar ainda mais coisas. No final parece que estou a levar menos roupa, quando na realidade é exatamente a mesma quantidade, só que desta vez bem organizada.

De certeza que compreende este exemplo que se aplica totalmente em projectos online. Vamos dividir esta parte em dois pontos importantes:

  • 1.1 – Uma boa organização permite analisar com eficácia quais os excessos de um website;
  • 1.2 – Uma boa organização pode “mascarar” um pouco o excesso de informação/conteúdo/elementos;

No primeiro significa que só faz sentido reavaliar um projecto para verificar a existência de excessos, após uma reorganização do mesmo. Ou seja, por vezes podemos julgar que um determinado website está demasiado preenchido, mas após uma reorganização verificamos que afinal estávamos errados. No segundo é fulcral compreender que mesmo existindo um excesso, ele pode ser um pouco “mascarado” com uma boa organização, sendo óbvio que neste caso estamos mais perante um “remendo” do que uma solução permanente.

2º- Um “Não” ao Ruído Visual

Um grande problema nos websites modernos é o chamado “ruído visual” que acontece sempre que são adicionados elementos, imagens ou cores desnecessárias que contribuem para dispersar a atenção do leitor e prejudicam em muito a experiência de navegação. É um erro comum, cometido especialmente por muitos aspirantes a webmasters que com o tempo vão adicionando mais um elemento, mais outro elemento e mais outro até que de repente o seu website parece uma feira virtual.

Por vezes vejo projectos simples como blogues, cujos autores decidem incorporar demasiados elementos e preencher todos os espaços e mais alguns, até já cheguei a ver projectos de excelentes designers com um aspecto incrível, mas que também pecam por alguns excessos desnecessários.

O gestor deve observar o projecto da perspectiva do leitor e nunca de acordo com os seus gostos pessoais, até porque um designer poderá exagerar na componente visual, um programador na complexidade das aplicações e o resultado final pode ser um projecto desequilibrado. Não é isso que queremos, a complexidade deve ser evitada, quanto mais simples melhor, quanto menos obrigarmos o leitor a pensar mais lhe facilitamos a vida.

 

3º- Reduza O Número De Blocos Publicitários

Na sequência do ponto anterior, aqui fica um conselho extremamente importante, não exagere na publicidade. A máxima “less is more” também serve para a publicidade que em alguns projectos é exagerada. Vários estudos provam que websites com menos espaços publicitários são mais rentáveis do que websites com mais espaços publicitários. Faz todo o sentido, porque quanto mais publicidade colocamos num website, mais ruído visual acrescentamos ao projecto, mais se dissipa a atenção do leitor e consequentemente menos atenção ele dará à publicidade.

Uma prática errada muito comum é a da rodear o conteúdo com publicidade, aqui fica um pequeno exemplo exagerado:

É claro que este exemplo é claramente um exagero, no entanto ele demonstra na perfeição o que acontece em muitos websites. Neste ponto existe uma lição importante:

  • 3.1 – Nunca se deve colocar blocos publicitários muito perto uns dos outros.

Como já disse em cima, não só não será tão rentável, como irá acrescentar mais ruído visual desnecessário e claro, dá um ar “cheesy” ao projecto e prejudica a sua imagem perante os visitantes. Dê algum espaço entre eles, coloque-a de uma forma não invasiva, um bloco “above the fold” é o recomendado, mais do que isso deve ser muito bem pensado. O resto da publicidade coloque-a “below the fold” em pontos estratégicos, mas não exagere.

4º- Less Is More E é Muito Melhor

Retirar excessos, simplificar, colocar de parte a complexidade e tornar um website numa ferramenta eficaz de comunicação não é uma tarefa fácil, mas quando o trabalho é bem feito o resultado costuma ser geralmente muito bom. Vamos a um exemplo:

clique nas imagens para ver uma versão ampliada das mesmas

Sapo (Versão Anterior)

Todos se devem recordar para a versão antiga do portal da Sapo. Não me interpretem mal, a versão antiga não estava nada mal, aliás o Sapo era e continua a ser, no que a portais diz respeito, uma referência e um local onde podemos aprender muito. Mas com o passar dos anos, com o aparecimento de novas práticas surgiram novas tendências e um portal necessita de se actualizar.

Sapo (Nova Versão)

Apesar da nova versão não ter sido propriamente surpreendente ou super-inovadora, uma coisa é certa, ficou consideravelmente melhor do que a anterior. A reorganização de alguns elementos e remoção de outros, a atenção a questões como a usabilidade é óbvia e o resultado final é muito bom. Observando com atenção as duas imagens podemos verificar algumas das mudanças e como por vezes o mesmo elemento trabalhado de uma forma diferente pode ficar muito melhor.

5º- Não Desvie a Atenção Do Visitante Para Zonas Desnecessárias

Este quinto ponto é talvez o mais importante de todos, quando um visitante entra em contacto com um website, a última coisa que queremos é desviar a sua atenção para zonas de importância menor, pois corremos o risco de não transmitirmos a mensagem com eficácia. Vamos a alguns exemplos:

Nos dois exemplos de cima, existe claramente um foco principal seguido de outros adicionais. Repare que eu coloquei sempre o foco mais importante do lado esquerdo e isto prende-se com o facto do visitante ler da esquerda para a direita, logo faz todo o sentido usar esta posição. A ideia passa pela introdução de poucos blocos, ou seja o visitante não tem assim tantos lugares para olhar e como tal aumenta a probabilidade para que olhe primeiro para os locais onde queremos que ele olhe. Não se esqueça também que são apenas exemplos e existem inúmeras formas de trabalhar.

O segredo neste exemplo é utilizar os focos de forma inteligente, utilizando-os para imediatamente transmitir a sua mensagem. Coloque pouca informação, de forma a que o visitante a possa “digerir” numa questão de segundos. Agora veja um exemplo de algo que não se deve fazer:

A primeira falha óbvia é a inexistência de um foco principal e a segunda é o excesso de blocos. Existem muitos projetos por aí que cometem este erro e que prejudicam a vida ao visitante que tem dificuldades em processar tanta informação. Se é possível trabalhar com este modelo? Sim é possível, mas o melhor seria retirar alguns blocos e reorganizar tudo. Vamos agora olhar para o mesmo modelo mas trabalhado de outra forma:

Na imagem de cima alguns blocos foram retirados e imediatamente fica tudo muito mais simples e acessível. Eu pessoalmente gosto do foco principal do lado esquerdo, no entanto também é possível fazê-lo funcionar ao centro. Se olharmos para os dois exemplos, podemos perceber que um número maior de blocos dispersa mais a atenção do visitante, enquanto um número menor de blocos – tal como já foi dito -  irá concentrar muito mais a atenção do visitante.

Se num website você quer que o visitante olhe primeiro para uma determinada secção, então o melhor é não lhe dar demasiadas alternativas e destacar correctamente essa mesma secção.

6º- Elimine Funcionalidades e Elementos Desnecessários

Corte com funcionalidades ou elementos desnecessários, aqueles que na maior parte das vezes passam ao lado dos utilizadores e ninguém sequer lhes dá uso. Livre-se deles, se ninguém lhes liga nenhuma é porque não fazem falta e só ocupam espaço. Mas atenção, isto não significa que deve abdicar de tudo e mais alguma coisa, nada disso, o que é importante compreender é que só devem ser mantidas funcionalidades ou elementos que sejam realmente úteis.

Por vezes podemos ficar surpreendidos com a quantidade de funcionalidades ou elementos desnecessários um website pode ter.

7º- No Retirar É Que Está O Ganho

Seguindo a máxima do “less is more“, nós podemos melhorar consideravelmente um website. Aliás encare este como o principal desafio do seu trabalho, recorra à simplicidade para comunicar com rapidez e eficácia, porque um website deve ser acima de tudo, uma potente ferramenta de comunicação.

Procure novas formas de fazer o mesmo mas com muito menos, não se esqueça que este mundo está em constante evolução e todos os dias surgem novas ideias, novas técnicas que podem ser uma ajuda preciosa para o seu trabalho. Uma dica muito importante – e tenha atenção agora porque esta é mesmo importante – foi algo que já mencionei no Desmistificando o “Above The Fold” e que tem a ver com as respostas para o que eu chamo de “perguntas naturais“:

  • 1º- Quem é?
  • 2º- O que é?
  • 3º- Para que serve?
  • 4º- Como utilizar?
  • 5º- Porquê que devo utilizar?

Com que rapidez você responde às perguntas naturais?

Na realidade a rapidez com que você responde a este tipo de perguntas determina se você está ou não a fazer um bom trabalho.

Resumindo:

  • 1º- Dê primazia a um design de qualidade (sem excessos) que respeite princípios como a usabilidade e acessibilidade;
  • 2º- A organização é fundamental, ela beneficia a compreensão e pode até mascarar algum excesso;
  • 3º- O “ruído visual” é um grande problema nos websites modernos, tenha cuidado e mantenha o equilíbrio;
  • 4º- Não é necessário exagerar nos blocos publicitários, primeiro porque a quantidade não garante mais rendimentos, segundo porque os leitores odeiam muita publicidade e finalmente porque fica muito mal. Dê espaço entre os blocos publicitários, não rodeie o conteúdo com publicidade de forma grosseira, é uma técnica de um amadorismo desconcertante;
  • 5º- Retire excessos, simplifique, livre-se da complexidade;
  • 6º- Não desvie a atenção do visitante para secções pouco importantes;
  • 7º- A remoção de excessos é um trabalho complexo, não se esqueça que um website é uma ferramentas de comunicação;
  • 8º- Assim que o visitante entra em contato com um website ele imediatamente começa a formular aquilo que eu chamo de “perguntas naturais”, quanto mais rápido fornecermos as repostas, menos ele terá que pensar e melhor transmitiremos a mensagem.

Finalmente:

A frase “less is more” deve estar sempre presente em tudo o que fazemos, especialmente se queremos comunicar melhor com os nossos leitores.

 

 

Desmistificando O “Above The Fold”

Above The Fold

Como sabem eu tenho utilizado em alguns dos meus artigos a expressão “Above the Fold”, especialmente quando me refiro a um determinado aspecto de um website que necessita de ganhar o devido destaque. Para a maior parte dos webmasters a expressão “Above The Fold” não é novidade nenhuma, apesar disso conhecer a expressão não significa necessariamente compreendê-la.

Primeiro é importante esclarecer que “Above The Fold” ou como alguns gostam de chamar “Acima Da Dobra“, não é de todo uma novidade, muito pelo contrário é uma expressão utilizada na imprensa há muito tempo, muito antes de haver Internet. Ela nasceu com os jornais porque como vocês sabem, eles são colocados nas bancas geralmente dobrados, sendo que uma parte da dobra fica visível e outra não. Logo no inicio os jornais compreenderam que aqueles que colocavam as notícias mais importantes na parte superior da primeira página – que era precisamente aquela que ficava visível depois da dobra – eram vendidos com mais facilidade.

Com a Internet e os websites, a expressão foi sendo sempre utilizada e hoje é um dos aspectos mais importantes a ter conta num website. Hoje “Above The Fold” continua a ser o nome que se dá à parte superior da página, aquela em que vemos assim que entramos no website sem necessitarmos de fazer scroll e tendo em conta que  cerca de 70% dos novos visitantes de um website não fazem scroll, pode-se dizer que é uma parte muito importante.

Este meu artigo tem como objectivo desmistificar um pouco o conceito, determinar realmente qual é a sua real importância e talvez romper com algumas ideias e estereótipos que se formaram ao longo do tempo. Mais uma vez a minha abordagem será simples, dividida em pontos – pois permite-me organizar melhor as ideias e impede que me perca em divagações sem sentido – e acessível até ao mais leigo.

1º- Preocupe-se Com o “Above The Fold”

Isto não é uma brincadeira, o “Above The Fold” é uma realidade, trata-se de uma das secções mais importantes de qualquer website e deve ser cuidadosamente planeada. Tal como já referi em cima, não se esqueça que a maior parte dos novos visitantes nem sequer chega a fazer scroll, o que significa que é “Above The Fold” que você pode captar com eficácia a atenção deles.

Vamos olhar para um exemplo:

Como pode ver na imagem de cima, a área assinalada é importante, é através dela que você estabelece o primeiro contacto com o seu visitante, não existindo dúvidas de que como em tudo na vida, a primeira impressão tem um enorme peso.

2º- Não Coloque Demasiados Elementos “Above The Fold”

Alguns webmasters conhecendo perfeitamente a importância desta secção num website, por vezes optam por colocar demasiados elementos “Above The Fold” o que é um enorme erro. É verdade que os novos visitantes vão estar particularmente sensíveis a toda esta área, mas isso não significa que você a deve encher de demasiados elementos, pois quantos mais elementos você coloca, mais dispersada ficará a atenção do visitante.

De certeza que já ouviu dizer dizer que “less is more” e esta máxima aplica-se em todos os aspectos de um website, é preciso pensar e estudar bem todas as opções, é preciso garantir que se oferece aos visitantes apenas o que é relevante para eles e nada mais do que isso. Mas não julgue que esta é uma tarefa fácil, na maior parte das vezes quando acreditamos que estamos a fazer tudo bem é quando estamos redondamente  enganados. É isso que vou demonstrar no próximo ponto.

3º- Um Above The Fold Espectacular Pode Ser Prejudicial

Aqui está, é a partir deste terceiro ponto que eu começo desde já a romper com algumas ideias. É óbvio que o “Above The Fold” é extremamente importante, mas ao contrário do que muitos pensam isso não significa que o devemos trabalhar até à exaustão para que fique demasiado espectacular! Captar a atenção do visitante é uma coisa, deixá-lo completamente maravilhado apresentando todos os pontos fortes de um projeto above the fold, é outra.

Há quem diga: “Mas se o leitor pode ficar maravilhado com o trabalho assim que entra, então ainda melhor!“, mas estão errados! O processo de navegação num website é um processo de exploração, o visitante pretende descobrir mais e ir ficando gradualmente mais interessado. Isto significa que caso os pontos mais fortes do projecto sejam todos colocados “Above The Fold” e o resto não esteja à altura, o visitante vai ficando gradualmente mais desiludido com o que encontra.

Queremos chamar a atenção do visitante, mas os nossos pontos verdadeiramente mais fortes não devem estar “above” mas “below the fold”. Mais uma vez não se esqueça, aquele que navega na Internet é um explorador, o seu website deve permitir que ele possa ir explorando até que finalmente encontre o tão ambicionado “tesouro” que é no fundo a mais valia do seu projecto. Vamos ver um exemplo gráfico:

Como pode ver pela imagem:

1º- No lado esquerdo demonstro o perigo de se revelar demasiado acima da dobra, prejudicando assim o ato de exploração e gerando alguma perda de interesse ou até desilusão;

2º- Já do lado direito temos a forma correta, ou seja, captamos a atenção do visitante e despertamos o interesse, depois vamos construindo mais interesse até que ele encontre o “tesouro”, que são os pontos fortes do projecto. O ato de exploração não é prejudicado e o seu projecto é apresentado ao visitante da forma correta.

Mas atenção, não deturpe o que eu estou aqui a dizer. Isto não significa que o footer do website é o mais importante, nem significa que o “above the fold” é pouco importante. Neste ponto é fundamental compreender que chamar a atenção do visitante não significa necessariamente que se deve criar uma secção acima da dobra espectacular, revelando o que de melhor o projeto tem.

Compreenda que tal como nos jornais, também nos websites o importante é despertar a curiosidade, levar o visitante a explorá-lo e a ficar satisfeito com o que encontra. Inverter o processo é um erro porque contraria o principio da exploração.

4º- Os Visitantes Esperam Fazer Scroll

Porquê que o “above the fold” deve conter apenas a informação necessária para captar com eficácia a atenção do visitante? Porque na realidade os visitantes esperam fazer scroll! De facto qualquer pessoa que navegue na Internet está muito familiarizada com o scroll e isto é importante, pois significa que assim que o website capte a sua atenção, o que ela vai fazer a seguir é o “scroll”.

Alguns podem dizer: Mas qual é a importância disto se cerca de 70% dos novos visitantes nem sequer fazem scroll? Mas é preciso compreender este valor, porque quando estamos a falar de um visitante cuja atenção foi captada com eficácia, as coisas mudam de figura. A estatísticas servem como aviso, obviamente que num website de qualidade e bem pensado, esta percentagem desce dramaticamente.

O objectivo principal acima da dobra é o de captar a atenção do visitante com eficácia, sem distracções e sem exageros. Depois não se preocupe que o leitor faz o resto, se ele estiver mesmo interessado ele vai fazer scroll, o que significa que vai aceder a mais informação relevante. A partir deste momento você ganhou um visitante curioso e estes são os que se podem transformar em visitantes assíduos.

5º- Não Tenha Receio De Quebrar As Regras

Existem exemplos práticos de boas estratégias aplicadas “above the fold” com resultados muito bons, no entanto também existem exemplos de websites que não se preocupam tanto com essa secção mas continuam a ter resultados bons. Dito isto, a verdade é que hoje em dia é cada vez mais complicado compreender o que irá resultar, ou seja, o que resultou para X pode não resultar para Y e assim sucessivamente.

Eu costumo dizer que para cada website existem estratégias e práticas diferentes e os webmasters não podem ter receio de quebrar as regras. É assim que se inova e por vezes se cria tendências. O visitante moderno está em constante mutação, numa questão de meses tudo pode mudar e o que funcionava pode deixar de funcionar. É importante que conheça a regras, mas também que esteja disposto a quebrá-las sempre que seja necessário.

A secção “above the fold” é apenas mais um aspecto de um projecto que você deve ter em conta, porém existem muitos mais.

6º- Conheça e Compreenda A Secção “Above The Fold” Do Website

Cada website tem as suas particularidades e todos são diferentes. Isto significa que a secção acima da dobra e a sua importância irá depender de inúmeros factores. Naturalmente que o website de uma Service Provider, ou uma loja online têm objectivos e estruturas completamente diferentes. Cabe ao webmaster analisar cada caso e certificar-se que conhece a secção “above the fold” de um website melhor do que ninguém.

Mas cuidado, não julgue que por ter “descodificado” os segredos desta zona num dos seus projectos, que o mesmo se aplica para os restantes. Nada disso, para cada novo projecto você terá forçosamente que realizar novos estudos:

Exemplos:

Conhecer a secção “above the fold” de um determinado website não significa saber onde ela está, mas sim saber qual a melhor forma de disposição da informação e quais são elementos que conseguirão chamar a atenção do visitante com maior eficácia. Todos sabemos qual é a zona acima da dobra, mas percebê-la, compreendê-la e tirar o maior partido dela não é uma tarefa fácil.

7º- Responda Às Perguntas Naturais

Este último ponto da minha abordagem é mais em estilo de dica importante. O que quero eu dizer com “respostas às perguntas naturais”? É muito simples, imagine que está na vida real a visitar uma loja ou uma empresa, assim que você entra pela porta principal você irá ter uma primeira impressão desse local, certo?

O mesmo acontece com um visitante de um website, no sentido em que também ele quando visita uma página, tem na secção acima da dobra a primeira impressão desse local. E curiosos como nós somos, a realidade é que num primeiro contacto gostamos sempre de ter algumas respostas ao que eu chamo de perguntas naturais como por exemplo:

  • 1º- Quem és?
  • 2º- Onde estou eu?
  • 3º- Para onde posso ir?
  • 5º- Porquê devo eu ir para ali?

Estas são apenas algumas das muitas perguntas que fazemos sempre que entramos em contacto com algo novo. É óbvio que elas variam e podem ser diferentes dependendo daquilo com que estamos a interagir. Mas ao responder a perguntas básicas como estas, você está a facilitar a vida ao visitante, porque não o obriga a pensar!

Uma excelente visita é precisamente aquela em que o visitante se sente confortável, na qual num primeiro contacto ele recebe as respostas às suas perguntas naturais e em apenas alguns segundos compreende perfeitamente todo o website. É acima da dobra que nós podemos dar uma ajuda ao visitante, captamos a atenção, respondemos a perguntas e incentivamos a exploração numa questão de segundos e isto sim é eficácia.

Resumo:

  • 1º- Preocupe-se Com o “Above The Fold” não tenha dúvidas que é uma das zonas mais importantes do seu website e um conceito que deve obrigatoriamente conhecer;
  • 2º- Não coloque demasiados elementos acima da dobra, vai dispersar a atenção do visitante;
  • 3º- Não faça o “above the fold” mais espectacular e revelador que existe sob pena do visitante ficar desiludido com o resto do website. Utilize a zona para chamar a atenção, faça-o quase de uma forma “teaser” e incentive a exploração;
  • 4º- Os internautas estão habituados a fazer scroll, eles esperam fazer scroll;
  • 5º- Não tenha receio de quebrar as regras;
  • 6º- Estude, conheça e compreenda a secção “above the fold”, não chega saber que ela existe;
  • 7º- Responda a perguntas naturais “above the fold” e não obrigue o visitante a pensar.

Finalmente:

Utilize este artigo e outros semelhantes para conhecer opiniões sobre este tema. A realidade é que cada um tem a sua e nem todos defendem o mesmo. Eu pessoalmente acho que se deve dar importância à zona “above the fold” mas é fundamental que sejamos inteligentes na sua utilização.

Até à próxima.

Adsense: Cuidado Com A Otimização De Anúncios

Google Adsense

Nos últimos dias começou a correr o rumor pela Internet de que alguns websites estavam a ser banidos por colocarem blocos de adsense imediatamente a seguir ao título, numa tentativa de ludibriar o leitor e levá-lo a clicar nos anúncios quase sem que ele perceba que são anúncios.

Recentemente publiquei um artigo dedicado ao posicionamento de anúncios, onde apontei o dedo a algumas práticas eticamente condenáveis. Já todos sabíamos que a Google não gosta de projetos que tentam enganar os leitores, mas mesmo assim, a colocação de blocos de adsense a seguir ao título, sempre foi utilizada e até encorajada um pouco por toda a Internet.

Eu pessoalmente nunca fui conivente com esta prática, principalmente nas situações mais descaradas. Acho estranho é que tenha demorado tanto tempo para a Google finalmente agir e começar a punir quem recorre a elas. Tanto quanto sei, os websites que tinham vindo a sofrer punições, eram geralmente os MFA (Made For Adsense) mas decidi investigar melhor o assunto para perceber o que se estava a passar.

Antes de começar vou colocar aqui um exemplo do problema:

De certeza que todos já vimos este exemplo, trata-se de um bloco publicitário imediatamente a seguir ao título e otimizado para que se enquadre no sistema de cores do website. Como é óbvio a Google não apoia este tipo de prática, muito bem que se faça a otimização, mas a partir do momento que se tenta transmitir a ideia de que a publicidade é o conteúdo, esta-se a cometer um erro grave. Repare também como o conteúdo está relegado para um segundo plano, transmitindo uma imagem de que os donos do website querem que o leitor veja primeiro a publicidade e não o conteúdo. Vejam mais informações (já antigas) em: http://adsense-pt.blogspot.com/2008/04/um-novo-olhar-sobre-as-otimizaes.html

Depois de alguma análise e uma ou outra conversa com webmasters mais experientes, cheguei à conclusão que é preciso ter muito cuidado com as otimizações, pois o exagero pode significar “a morte do artista“. Sendo esta uma situação séria e como certamente ninguém quer ser proibido de utilizar Adsense, resolvi criar um pequeno guia com aspectos que considero fundamentais para que no futuro não tenhamos problemas.

1º- Identifique Os Seus Espaços Publicitários

A melhor maneira de evitar ter problemas com a Google é identificando claramente os espaços publicitários onde se encontram os blocos de Adsense, ou com o texto “Anúncios” ou  “Publicidade“. Certifique-se que os espaços estão bem identificados e que o leitor perceba claramente que são espaços de publicidade. Aqui ficam alguns exemplos:

Como se pode ver o texto por cima do banner é óbvio que estamos perante um anúncio.

Repare que apesar desta prática poder baixar a rentabilização do seu projeto, perante os seus leitores ela confere-lhe muito mais credibilidade. Revela também organização, pois como se sabe os blocos publicitários a seguir aos títulos ficam horríveis do ponto de vista estético.

Mesmo que sejam banners mais pequenos, deve fazer igual. É fundamental que exista uma distinção entre os espaços publicitários e o resto do website. Isto é especialmente importante caso utilize os famosos blocos de links do Google Adsense, pois apesar deles estarem relativamente bem identificados, convém dar uma ajuda ou não vão eles pensar que se pretende enganar alguém.

2º- Coloque o Conteúdo “Above The Fold”

É extremamente importante que o seu conteúdo esteja “above the fold” (parte superior da página, aquela em que vemos assim que entramos no website sem necessitarmos de fazer scroll) especialmente se você possuir blocos publicitários por perto. Tal como já foi referido em cima, imagine que o seu website é sujeito a uma avaliação e o responsável acede ao seu website e vê o título, vê a publicidade e nada de conteúdo! Este não é um ponto positivo a seu favor, aliás revela mesmo falta de profissionalismo.

O conteúdo “above the fold” demonstra que de facto ele é importante para o projeto e supostamente a Google gosta disto e acho que os leitores também agradecem.

3º- Não Tenha Fúria De Ganhar Dinheiro

Trabalhe com calma, o retorno demora o seu tempo, não tenha fúria de ganhar dinheiro pois ela pode ser prejudicial. Muitos webmasters recorrem a técnicas quase vergonhosas para rentabilizarem os seus projetos, não vá por esse caminho, privilegie a qualidade e vai ver que será recompensado.

A realidade é muito simples, as pessoas colocam blocos publicitários a seguir aos títulos porque querem ganhar mais dinheiro, mesmo sabendo que esteticamente ficam horríveis – salvo as situações que que a publicidade está bem integrada e identificada – mesmo sabendo que é uma estratégia que tenta “jogar” com a ingenuidade do leitor e mesmo sabendo que a Google condena a prática. Quanto a mim esta não é uma forma séria de se trabalhar.

4º- Encontre Outros Posicionamentos Rentáveis

Existem outros locais onde pode colocar publicidade “Above The Fold” que são igualmente rentáveis e é sua missão encontrá-los. Teste novos posicionamentos, adapte o seu design de forma a sugerir com subtileza a publicidade ao leitor. Como se costuma dizer, num bom design nada é feito ao acaso, estude todos os aspectos de um projeto, desde as cores, as imagens utilizadas, os menus, porque só assim poderá descobrir qual o melhor caminho.

O posicionamento rentável depende de inúmeras variantes, nunca se esqueça disso.

5º- Cumpra as Regras

A melhor forma de não ter problemas com a Google é cumprindo as regras. Não as tente desafiar ou arranjar interpretações alternativas, a Google é bem explícita e direta com os seus utilizadores e a maior parte sabe muito bem distinguir o que é certo do que é errado. Qualidade é sempre a palavra de ordem, é isso que a Google procura sempre que analisa um website, eles querem ver um bom trabalho e bons websites para os seus anunciantes.

Este “apertar do cerco” serve principalmente para isso, para proteger os anunciantes que investem muito dinheiro na Google para publicitarem os seus projetos. Não tenha dúvidas de que se o seu website for analisado e eles verificarem que o mais importante nele é tentar conseguir cliques, o mais certo é que você seja banido do Adsense e com toda a razão.

 

Publicidade: A Caça Ao Clique

Rato

Quem me conhece sabe muito bem que eu sou acima de tudo um defensor acérrimo da qualidade dos projetos online. A minha metodologia impede-me de colocar a rentabilização de um projeto em primeiro lugar, pelo contrário eu encaro a rentabilização como uma consequência natural de um bom trabalho. Mas num mundo onde os problemas financeiros aumentam e são cada vez mais os que procuram dinheiro fácil, aquilo que eu chamo de “Caça Ao Clique” transformou-se num sério problema.

De certa forma isto faz-me lembrar um pouco as “Gold Rushes” dos anos 40 e 50, em que todos queriam ser mineiros e fazer fortuna. Nos últimos anos a Internet parece que se tornou o tal território que muitos querem explorar na esperança de encontrarem fortuna, sendo que no lugar dos mineiros temos os webmasters, pseudo-webmasters e aspirantes a webmasters. Tal como os seus antecessores (os mineiros) a maior parte destes webmasters possuem uma enorme vontade de ganhar dinheiro, vontade essa que atinge proporções tão elevadas que por vezes os levam a comprometer a qualidade de um projeto apenas para conseguirem mais uns cliques. Assim “nasce” um fenómeno chamado “Caça Ao Clique”.

Primeiro vamos enquadrar as coisas, quando me refiro a “Caça ao Clique” falo especificamente de projetos que utilizam Adsense ou qualquer outro tipo de afiliados que pagam por clique. A caça é no fundo todo um conjunto de tentativas, levadas a cabo pelos webmasters para conseguirem que os seus clientes/utilizadores cliquem nos seus anúncios. Por favor tenham em mente que nesta minha análise eu parto do principio que o webmaster está a criar um projeto digno desse nome. Mas vamos ao que interessa:

1º- A Caça Ao Clique é Natural

Sim é perfeitamente natural que se deseje cliques quando se coloca publicidade num website. Não é motivo para vergonhas, se a publicidade está lá é para que produza resultados. Dito isto, o que é importante compreender é que até numa “caça” existem boas práticas e que não vale tudo para conseguir o tão ambicionado clique.

Todos nós já vimos websites completamente “atulhados” de Adsense, websites esses cujo objetivo da sua existência é muito claro, o de tentar ganhar dinheiro a todo o custo. É precisamente isto que queremos evitar, pois para um website que ambicione ser credível e respeitado, este tipo de técnicas devem ser evitadas. A “caça ao clique” é perfeitamente natural, mas deve ser feita com seriedade e profissionalismo.

2º- A Rentabilização Não Pode Ser o Objetivo Principal

Cada vez mais os projetos em que a rentabilização é o principal objetivo, estão condenados ao fracasso. A web de hoje não é a web de há 5, 10 ou 15 anos atrás e apesar de ainda serem muitos aqueles que criam projetos apenas para ganharem dinheiro, que exploram nichos na esperança de ganharem “uns trocos” e que recorrem a técnicas condenáveis para conseguirem mais cliques, hoje as coisas já não são assim tão fáceis.

É preciso um equilíbrio, pode-se e deve-se pensar na rentabilização, mas esse é apenas um dos aspectos a ter em conta. Existe o design, as funcionalidades, a qualidade do conteúdo, a usabilidade e por aí fora. Todos são importantes e a rentabilização não é mais do que a recompensa merecida por um bom trabalho.

3º- Os Leitores/Utilizadores Não São Idiotas

O leitor/utilizador está mais evoluído, ele percebe quando um projeto é manifestamente de mau gosto e compreende quando a publicidade lhe está a ser literalmente “impingida”. O posicionamento da publicidade num website “fala” por nós, se for péssimo e invasivo o leitor não vai gostar e o mais certo é que não volte.

4º- Posicionamento De Anúncios

Esta é a grande questão, todos querem saber que tipo de publicidade utilizar e onde a colocar. Está provado que existem zonas mais rentáveis do que outras. Esta é uma informação que está disponível um pouco por todo o lado, o que eu vou fazer aqui não é apontar as melhores práticas, mas sim as que considero as mais negativas.

  • 4.1 – Blocos Publicitários A Seguir Ao Título

A colocação de blocos publicitários em blogues a seguir aos títulos dos artigos, é talvez a mais utilizada. Geralmente costuma ser um enorme bloco de 336×280 no qual os links são da mesma cor que os links do website, com o objetivo que eles se confundam com o conteúdo. Escusado será dizer que esta não é a prática mais limpa de todas, é claramente uma técnica cujo objetivo é o de enganar o utilizador/leitor de forma a levá-lo a clicar quase sem que ele perceba que são anúncios. Vamos ver alguns exemplos random que eu encontrei pela web:

Na imagem de cima podemos ver o bloco publicitário a seguir ao título. Neste caso em particular não está tão disfarçado como costuma estar, no sentido em que a cor dos links não se integram e percebe-se com facilidade que são anúncios. Como se pode ver pela imagem, o conteúdo é remetido quase para um segundo plano, como se não fosse importante. Isto não faz qualquer sentido quando estamos perante um blogue onde o mais importante é precisamente o conteúdo.

Os testes dizem-nos que este posicionamento converte melhor, ou seja, que ganhamos mais dinheiro com eles. Mas o que os testes não conseguem medir é a insatisfação do visitante quando o conteúdo que busca está “below the fold” e ele é obrigado a fazer scroll para aceder ao mesmo. Não há que enganar, sempre que o conteúdo é relegado para um segundo plano, isso transmite a ideia de que a rentabilização foi colocada em primeiro lugar, não confere seriedade ao projeto, pelo contrário o visitante percebe que o dono ou donos estão dispostos a seguir atalhos para fazer dinheiro rápido.

A mesma prática, só que desta vez temos uma imagem e depois o conteúdo. O bloco de publicidade tal como no exemplo anterior remete mais uma vez o conteúdo para segundo plano. Faz algum sentido? Não, todos sabemos que não faz, mas o dinheiro fala mais alto.

  • 4.2 – Blocos Publicitários No Meio Dos Artigos

Na imagem de cima podemos ver outro mau exemplo de colocação de publicidade. Desta vez colocada quase de forma grosseira no meio de um artigo. Mais uma vez, um projeto que ambicione qualquer tipo de seriedade não recorre a esta técnica que é tão ou mais suja do que a anterior. Esta é quase uma forma desesperada de tentar conseguir uns cliques a mais, não há brilho, não há respeito pelos leitores ou pelo conteúdo, o que se quer “à força toda” é o clique e ganhar mais uns trocos.

5º- Sugira Com Respeito E Subtileza

Foi dito no quarto ponto e é reforçado no quinto, temos que respeitar os leitores. Não é necessário comprometer a qualidade do nosso website apenas para conseguir mais alguns cliques. Existem posicionamentos eficazes que são muito menos invasivos. Quem quiser na mesma colocar blocos publicitários a seguir aos títulos pode fazê-lo, só tem é que se certificar que o faz da maneira correcta e principalmente que o conteúdo não passe para segundo plano.

Em publicidade as melhores práticas são as que sugerem com subtileza, que indicam um caminho mas não obrigam o leitor a segui-lo. Não se esqueçam que o utilizador/leitor gosta de sentir que controla a situação, gosta de sentir que é ele a decidir. O truque é mesmo este, sem imposição e mais com persuasão. Para tal é preciso ter em conta os seguintes aspectos:

  • 1º- Design;
  • 2º- Usabilidade;
  • 3º- Acessibilidade
  • 4º- Simplicidade.

Dêem uma vista de olhos pelos ainda poucos artigos do meu blogue e vão perceber ao que me refiro.

6º- Qualidade, Qualidade, Qualidade

Qualidade em todos os aspectos é meio caminho andado para tornar um projecto rentável. Crie conteúdos únicos, tente ser original nas abordagens, procure parcerias de qualidade, respeite para ser respeitado e vai ver que com o tempo será recompensado pelo seu trabalho.

7º- Teste Posições E Tamanhos

Existem vários locais onde se podem colocar blocos de anúncios publicitários sem acrescentar “ruído visual” ou “jogar” o conteúdo para segundo plano. Realize testes, mude o posicionamento, o tamanho dos blocos. Por vezes com um só bloco publicitário você pode ganhar mais do que com três, às vezes uma mudança de tamanho é o suficiente para aumentar os lucros.

8º- Tenha Princípios, Seja Sério

Em toda esta minha análise e dicas, eu parto do principio que você deseja criar um bom projeto, se for esse o caso, então não se esqueça de trabalhar de forma séria, de ter princípios. O mundo dos negócios está cheio de pessoas detestáveis, que estão dispostas a jogar sujo, que são cínicas e desonestas. Escolha um caminho digno, recorra a estratégias mas não se rebaixe, não coloque em causa todo o seu trabalho porque os outros fazem o mesmo, acredite que pode conseguir melhor e não se esqueça que o dinheiro não é tudo.

9º- Peça Ajuda

Está com dificuldades na gestão do seu projeto, quer rentabilizá-lo melhor e precisa de ajuda? Então entre em contacto com pessoas que realmente o podem e vão ajudar sem segundas intenções. A Internet pode ser um local perigoso, mas ainda andam por aqui muitas pessoas que contribuem, que partilham informação e tentam ajudar dentro do possível os mais novatos. Visite o Mais Tráfego, lá você será bem recebido, poderá realizar todas as questões que quiser e terá acesso a um volume de informação muito mais valiosa do que qualquer blogue na Internet.

Resumo:

  • 1º- A “Caça ao Clique” é completamente natural, todos querem rentabilizar os seus projetos e é perfeitamente legítimo que você procure técnicas e mecanismos que lhe permitam ganhar mais dinheiro;
  • 2º- A rentabilização não pode ser o objetivo principal de um projeto. A rentabilização é seguramente um dos aspectos a ter em conta, mas não pode ser aquele que “pesa” mais;
  • 3º- Não julgue que os leitores são idiotas, a cada dia que passa eles evoluem e percebem perfeitamente quando um determinado projeto recorre a práticas menos dignas;
  • 4º- Nunca remeta o seu conteúdo para “below the fold”, os leitores gostam de encontrar de imediato a informação que procuram e não de “levar” com blocos publicitários;
  • 5º- Sugira com subtileza, leve os seus leitores a clicar sem recorrer a técnicas invasivas. A persuasão não é imposição.
  • 6º- Teste posições e tamanhos para os seus anúncios, existem inúmeros locais onde os pode colocar sem prejudicar a qualidade do seu projeto e onde podem rentabilizar melhor;
  • 7º- Tenha princípios e seja fiel a eles, trabalhe com seriedade e procure criar um projeto de qualidade;
  • 8º- Não tenha medo de pedir ajuda, mas faça-o nos locais certos.

Finalmente:

Em suma aqui fica a minha posição sobre esta “Caça ao clique” e rentabilização de projetos. Esta é a minha opinião pessoal e mais uma vez repito que todas as dicas apresentadas são dirigidas para quem deseja realmente criar projetos online dignos desse título. Acredito que esse será o objetivo de todos aqueles que vêm nisto tudo, muito mais do que apenas dinheiro numa conta bancária.